terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O Declínio da Fecundidade e o futuro demográfico do país


O processo de declínio da fecundidade, que se iniciou na maioria dos países da Europa (incluindo Portugal), nos finais do século XIX e inícios do século XX, constituiu matéria de inúmeros debates, sucedendo-se no tempo duas visões dominantes.
Decorrente da teoria da transição demográfica, associa-se à adopção da contracepção pelas famílias à modernização sócio-económica e ao declínio da mortalidade (nomeadamente a infanto-juvenil), que teria levado a um processo de adaptação às novas circunstâncias de vida, onde as motivações individuais seriam o motor das mudanças ocorridas.
Aparece então uma nova visão em que aponta como principais factores de mudança as questões sócio-culturais, a dinâmica dos processos de difusão de informação e a importância das atitudes colectivas. Esta oposição é tão forte que a expressão transição demográfica deixa progressivamente de ser utilizada, sendo substituída pela transição da fecundidade.
As restrições à nupcialidade e as saídas populacionais foram os factores que mais contribuiram para as populações aliviarem a pressão societal e assim adiarem, ou tornarem mais lento, o declínio da fecundidade dos casais. Portanto quanto mais importantes são as migrações de saída e as restrições à nupcialidade, mais tarde, ou mais lentamente, os casais começam a adoptar a contracepção.
Entender, numa óptica demográfica, Portugal como parte de um conjunto mais amplo, significa considerar as duas principais vertentes caracterizadoras da dimensão bifacetada da realidade demográfica actual: dinâmica populacional e estrutura etária. Neste sentido, a abordagem da dinâmica global e das estruturas etárias da população portuguesa será feita em função deste enquadramento mais amplo, apreciando-se as distâncias e proximidades demográficas entre o nosso país e outros espaços.
Concluindo, se Portugal adoptar uma política Natalista conseguirá que seja diminuido o declinio da fecundidade e garantir assim um futuro demográfico equilibrado.

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