O Despovoamento do Interior do País
Os contrastes económicos existentes em Portugal estiveram na origem do forte êxodo rural que se registou no país a partir da década de 60. As regiões do Interior perdem a sua população jovem, através das migrações internas e da emigração para os países da Europa, nomeadamente a França e a Alemanha, em busca de melhores condições de vida.
O Despovoamento do Interior é um dos indicadores das assimetrias regionais que persistem em Portugal, onde se verifica uma fuga da população do interior, menos desenvolvido, para os grandes centos urbanos.
A falta de iniciativa empresarial e de investimentos, a inexistência ou dificuldade de acesso a cuidados de saúde e educação, a escassez de criação de empregos que ajudem a reter/fixar os jovens, centralização dos serviços e das actividades económicas na faixa litoral são algumas das razões que levam a este despovoamento.
A diminuição da população jovem, envelhecimento da população, diminuição da natalidade, fracos investimentos, carência de infra-estruturas, degradação do património, desemprego, etc, são algumas das consequências verificadas nas regiões afectadas por este fenómeno.
Portugal apresenta actualmente baixas taxas de Crescimento Natural, sendo mesmo negativas nas regiões do Interior, onde a mortalidade é superior à natalidade, como resultado do acentuado envelhecimento da população. As taxas de Crescimento Natural apresentam valores mais elevados no Litoral, nomeadamente no Noroeste, com destaque para a região do Cávado, Ave e Tâmega.
Os Arquipélagos da Madeira e dos Açores registam uma taxa de Crescimento Natural das mais elevadas do país, devido às suas elevadas taxas de natalidade e baixas Taxas de Mortalidade, como consequência do elevado nível de população jovem.
A desertificação da população no interior de Portugal tem como consequência a escassez de pessoas qualificadas para a realização de grandes obras e de modernização nessas localidades.
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