Relativamente ao baixo nível educacional é possível salientar que um dos principais obstáculos ao desenvolvimento económico português, que compromete a nossa competitividade em relação aos novos países membros da União Europeia, é, sem dúvida, o baixo nível de qualificação da nossa mão-de--obra. Quando fecham fábricas de fiação ou de confecções porque não podem competir com as suas congéneres da Ásia ou do Norte de África é porque os seus níveis de produtividade são baixos. E porquê? O factor fundamental é que os níveis de capital humano são baixos, pelo que os salários que se pagam em Portugal, embora baixos pelos padrões europeus, não são competitivos com as economias emergentes. Outros factores podem ter a ver com a capacidade do empresário em modernizar a fábrica ou com o nível da tecnologia aí introduzida. No entanto a mão-de-obra qualificada é geralmente um factor complementar daqueles. Já começa a ser lugar comum que o nosso problema das últimas décadas é a baixa taxa de crescimento da produtividade. Mas o que é menos conhecido é o resultado dramático a que a OCDE chegou: a nossa taxa de crescimento foi reduzida em 1,2 pontos percentuais ao ano, por causa do baixo nível de acumulação de capital humano. E o problema continua a persistir – sendo que uma reforma estrutural só começa a produzir efeitos a médio prazo, razão pela qual devia ter sido começada ontem, e não hoje!
Por exemplo, a posição a larga distância da Europa de Leste faz-nos reflectir sobre a nossa capacidade de aumentar os salários dos trabalhadores portugueses nos próximos tempos.
O nosso sistema educacional sofre de níveis de produtividade baixíssimos. As taxas de repetição e de abandono são das mais elevadas da União Europeia. Em 2001 cerca de 45% dos jovens entre 14 e 18 anos de idade, abandonavam o sistema escolar com apenas a educação básica. A maior proporção de toda a União Europeia. É urgente a Batalha da Educação. Esta é uma batalha de gerações, e que portanto transcende partidos – é uma batalha pelo futuro de Portugal.
No que diz respeito ao aumento da taxa de desemprego em Portugal está mais que claro, a razão de tal acontecimento. Primeiro pela falta de instrução e pelo abrandamento da economia nacional.Concluindo, ambas as situações, baixo nível educacional e o aumento da taxa de desmprego, estão ligadas entre si e uma pode influenciar a outra, como tal à que haver uma estabelização dos dois para que esteja tudo equilibrado. Apostar na Educação para que haja competitividade e consequentemente bons empregos.
Sem comentários:
Enviar um comentário