O Declínio da Fecundidade e o futuro demográfico do país
O período entre 1987 e 2006 caracteriza-se, resume o INE, pelo decréscimo da taxa de natalidade (o número de nados-vivos por mil habitantes desce de 12,2 para 10) e por um adiamento da maternidade, a acompanhar o declínio da fecundidade. As mulheres portuguesas têm menos filhos e mais tarde.
A descida impressionante da fecundidade está ligada a diversos factores tais como, custo elevado da habitação, precariedade de emprego, participação das mulheres no emprego, acesso a métodos contraceptivos seguros, desenvolvimento da segurança social, etc.
Em 1987, por exemplo, era nos grupos etários dos 20 ao 24 e dos 25 aos 29 anos que se verificavam os valores mais elevados das taxas de fecundidade. A partir daí, continua a análise do INE, assiste-se a uma redução da importância do grupo etário dos 20 aos 24 anos, a par com um aumento no dos 30 aos 34, e é neste último grupo que actualmente se tem registado a fecundidade mais elevada, todavia com valores abaixo dos observados no passado. Em síntese, constata-se um declínio da fecundidade em simultâneo com um adiamento da maternidade.
De 1987 a 2006, as mulheres residentes em Portugal, retardaram o nascimento de um filho em cerca de 3 anos, ou seja, em 1987 as mulheres tinham um filho numa idade média de 26,8 anos e em 2006 esta idade aumentou para os 29,9 anos.
Como consequência deste declínio o Portugal figura já entre os sete países mais envelhecidos do mundo o que, consequentemente, levará também a ausência de renovação das gerações.
Outra das causas deste declínio, para além das já referidas, são os ciclos migratórios para outras partes do país, nomeadamente para o litoral e para os centros urbanos, ou para fora de Portugal em busca de melhores condições de vida.
Perante este cenário as diferentes regiões do país vão apresentar comportamentos demográficos diferenciados, em que algumas irão registar uma população muito envelhecida e por isso o índice de renovação de gerações é muito reduzido, nomeadamente o interior, contrastando com o litoral em se verifica uma percentagem mais elvada de população jovem, ocorrendo renovação da mesma.
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