quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Baixo Nível Educacional & Desemprego

O Baixo Nível Educacional e o aumento da Taxa de Desemprego

A taxa de desemprego apresenta valores mais elevados para indivíduos pouco qualificados e com níveis de educação reduzidos, quer em Portugal, quer para os outros países menbros da União Europeia, porém, o comportamento do desemprego nos últimos anos em Portugal revela um forte crescimento também nos indivíduos com níveis de educação mais elevados.
A nível sectorial e no plano profissional persistem igualmente importantes desajustamentos, sendo que em Portugal o desemprego afecta principalmente o sector dos serviços. A fraca qualificação e o reduzido grau de escolaridade dos activos revelam-se numa das principais causas do desemprego e constitui um dos maiores problemas.
As carências de qualificação da mão-de-obra têm consequências ao nível da produtividade, que em Portugal apresenta valores afastados da média da UE.
Em termos evolutivos, o Norte foi a região que registou o maior crescimento no desemprego entre 2001 e 2003. Persistem igualmente fortes disparidades entre o litoral e o interior do país, sendo este último o mais afectado pelo fenómeno.
Igualmente importante é o facto de o desemprego afectar mais a população feminina e as camadas jovens da população, sendo este último cerca do dobro da média nacional, indiciando um desequilíbrio estrutural importante.
Em particular, podemos destacar o baixo nível de instrução e qualificação da
mão-de-obra, o fraco nível de produtividade médio face a outros países da
UE, uma estrutura industrial vulnerável baseada em baixos salários, a persistência
de assimetrias de desenvolvimento entre as várias regiões, para além
da permanência de grupos sociais com dificuldades de inserção no mercado laboral. Este conjunto de características, bem como as tendências que têm vindo a acentuar-se nos anos recentes, justificam preocupações relativamente ao futuro, tendo em conta o facto de que no quadro do último alargamento (a entrada de mais países para a União Europeia) a competição no acesso aos mercados comunitários se vai intensificar e a
localização das actividades económicas será reequacionada.

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