domingo, 17 de fevereiro de 2008

O declínio da fecundidade e o futuro demográfico do país

A partir dos anos 60 observou-se um declínio da taxa de fecundidade/natalidade que foi provocado pela generalização do planeamento familiar e dos métodos contraceptivos, maior preocupação com o bem-estar e a saúde dos filhos, maior participação das mulheres no mercado de trabalho, precariedade do emprego, alto custo das habitações nas áreas urbanas, elevação da idade do primeiro casamento e do primeiro nascimento e um aumento do número de filhos que ocorrem fora do casamento e desde modo, Portugal que apresentava a taxa mais alta de natalidade da União Europeia, apresenta hoje em dia um valor inferior à média comunitária. Todos estes factores contribuíram para a diminuição do número de filhos por mulher e do índice sintético de fecundidade, não se assegurando o número médio de filhos que cada mulher devia ter durante toda a sua vida para que as gerações pudessem ser substituídas.
Este factor pode provocar, no futuro demográfico do país, graves problemas pois a diminuição da população jovem total significa que se vai ter menos activos, a pressão sobre os futuros activos será maior, aumentando os impostos e os descontos para a Segurança Social.

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