segunda-feira, 10 de março de 2008

Fragilidades da Agricultura Portuguesa

Fragilidades da Agricultura Portuguesa


Na minha opinião as fragilidades da agricultura Portuguesa estão directamente relacionadas com a abertura dos mercados comunitários e internacionais. De facto, o volume de produção dos nossos produtos agrícolas associado ao seu custo de produção, distribuição e comercialização torna os nossos produtos pouco competitivos face ao mercado global, motivo pelo qual cada vez mais os agricultores abandonam esta actividade para se dedicar a outras alternativas mais rentáveis.
Assim, podemos dizer que uma das fragilidades do panorama agrícola português é o saldo comercial negativo que existe entre as importações e exportações relativamente á maioria dos produtos agrícolas, com excepção para o sector floresta (cortiça) e o sector vitivinícola (vinho).
Por sua vez, a fraca produtividade está também relacionada com as condições naturais desfavoráveis existentes nomeadamente, os solos pobres, o relevo acidentado, predomínio de minifúndios, o que, associado a irregularidade de precipitações, desajustamento das culturas ao tipo de solos e uma fraca especialização cultural, contribuem para a falta de produtividade dos nossos produtos. Além disto, também o predomínio das técnicas tradicionais de cultivo e o pouco investimento em novas tecnologias são factor de quebras na produtividade dos produtos agrícolas.
Por outro lado, o sector agrícola português está envelhecido (a maioria dos nossos agricultores tem mais de 55 anos) e com pouca formação profissional, o que nos permite concluir que este sector necessita de pessoas novas com vontade de investir de modo a tornar rentáveis as explorações agrícolas.

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