domingo, 11 de maio de 2008

Os Problemas da Suburbanização

Os Problemas da Suburbanização

A Suburbanização é o movimento de desconcentração urbana em que o espaço rural é progressiva e sistematicamente invadido pelas construções habitacionais, pela indústria e outras actividades económicas que lhe conferem um carácter urbanizado.
Processo de crescimento das cidades para for a dos seus limites expandindo-se, verifica-se a descentralização de pessoas, de indústrias e serviços das áreas centrais da cidade para a periferia, levando a expansão/crescimento dos subúrbios. Os subúrbios tomam frequentemente uma forma tentacular pois a expansão urbana faze-se ao longo dos principais eixos de acesso à cidade.
Para a expansão dos subúrbios contribuem factores tais como o Desenvolvimento dos transportes e das vias de comunicação que permitem a separação entre os lugares de trabalho e os de residência; o uso crescente do automóvel particular que possibilita maior diversificação na escolha do lugar de residência; a crescente intensidade do trânsito automóvel e degradação do ambiente no interior do espaço urbano; a carência e alto custo da habitação nas cidades procurando os jovens casais residência na periferia da cidade e finalmente a abundância de terrenos a baixo custo nos subúrbios que facilita a instalação de actividades económicas exigentes em espaço (indústria, armazéns e grandes superfícies comerciais).

O processo de Suburbanização pode ser benéfico pois possibilita o descongestionamento dos grandes centros urbanos, o desenvolvimento/crescimento dos subúrbios aumentando o seu poder competitivo com todas as vantagens que daí advêm. Mas nem tudo são vantagens, verificam-se também muitas consequências negativas como é o caso dos Custos Económicos e Sociais, traduzindo-se nos problemas da suburbanização, sendo estes os intensos movimentos pendulares diários pelo facto de os subúrbios residenciais constituírem grandes reservatórios de mão-de-obra absorvida pela cidade; o enorme desperdício de tempo, fadiga e nervosismo provocados pela deslocação em transporte público e particular; o elevado consumo de combustível despesa com o transporte, que representa uma importante fatia do orçamento familiar; a frequente ruptura das redes de saneamento básico, electricidade, telefone por falta de planeamento; a ausência de emprego e equipamentos socio-culturais mínimos, promovendo formas de habitação que favorecem a violência e a marginalidade e por último a destruição de solos agrícolas férteis que no passado desempenhavam importante papel no abastecimento de produtos frescos à população citadina.

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