A Desertificação do Interior das Grandes Cidades
Um dos fenómenos mais actuais e preocupantes com que hoje em dia se debatem os grandes centros urbanos é a crescente desertificação habitacional dos respectivos centros históricos. As famílias iniciam o seu êxodo para as zonas limítrofes das metrópoles, em busca de residências modernas e a custos mais reduzidos. Este facto tem uma maior predominância entre os mais jovens, uma vez que o poder de compra mais reduzido (dado encontrarem-se em início de carreiras) e a inexistência de oferta de habitação nestas zonas são factores que os levam a optar por esta deslocação.
Para esta desertificação contribue também, para além dos aspectos já citados, a grande degradação habitacional de que os grandes centros são alvo devido a idade dos edifícios que na sua maioria são muito antigos e não têm obras há muito tempo, pois principalmente são habitados por pessoas idosas (que por motivos financeiros ou afectivos não se sentem atraídos as moradias modernas) que pagam rendas muito baixas e os senhorios não têm dinheiro para realizar obras, esperando que os edifícios desmoronem para obter lucros e vender os terrenos a preços elevados.
A Renda Locativa elevada (faz com que só as actividades terciárias autamente lucrativas sejam capazes de as suportar) leva as famílias jovens a recorrer à periferia das cidades para residirem, a crescente ocupação do centro pelas actividades terciárias, o desenvolvimento dos transportes urbanos e suburbanos, a dificuldade de circulação devido aos congestionamento de trânsito e falta de estacionamento, a poluição sonora e atmosférica constituem igualmente factores favoráveis a desertificação no centro das cidades.
A desertificação (nocturna) tem muitas consequências negativas uma das quais facilitar a criminalidade e instalar a insegurança nestas regiões.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário